Cavallaro ressaltou que a Comissão, um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), "lamenta profundamente" a decisão do governo mexicano de não prorrogar o mandato do Grupo Interdisciplinar de Peritos Independentes (GIPI) da CIDH, que começou a sua investigação em março de 2015.
O monitoramento do organismo regional de direitos humanos vai continuar através de um "mecanismo de vigilância especial", ainda a ser definido, mas que poderia contar com o aconselhamento dos membros da GIPI.
A CIDH fez repetidos apelos ao México para rever a sua recusa em continuar o mandato do GIPI, especialmente durante as audiências do organismo na semana passada.
A Comissão se reuniu esta semana, em reuniões separadas em Washington, com representantes do governo mexicano e parentes dos alunos desaparecidos.
De acordo com a versão oficial da procuradoria mexicana, os jovens foram atacados por policiais corruptos de Iguala (sul), que os teriam entregado a criminosos do cartel narcotraficante Guerreiros Unidos, que assassinaram e queimaram seus corpos.
Mas o GIPI, criado em novembro de 2014 pela Comissão com o acordo do México e dos pais das vítimas, rejeitou essa teoria.