Soldado armênio na fronteira com o Azerbaijão Soldado armênio na fronteira com o Azerbaijão

O Azerbaijão acusou neste sábado a vizinha Armênia de matar doze soldados e derrubar um helicóptero de suas forças armadas na região de Nagorno Karabakh, que os dois países do Cáucaso disputam desde os anos 1990.

Os combates forma particularmente intensos durante a madrugada deste sábado, o que levou a Rússia a pedir o cessar-fogo imediato entre essas duas ex-repúblicas soviéticas.

"Doze soldados azeris morreram em combate e um helicóptero foi abatido pelas forças armênias", declarou em um comunicado o ministério azeri da Defesa, que assegurou que seu exército retomou duas colinas estratégicas e uma aldeia nesta região.

Nos combates, também foi destruído um tanque azeri na explosão de uma mina, de acordo com Bacu.

Segundo o Azerbaijão, esses combates teriam resultado também na morte de cerca de cem soldados armênios.

A Armênia negou essas informações, mas admitiu que depois de meses de combates esporádicos, "o Azerbaijão lançou na sexta-feira um ataque maciço na fronteira de Nagorno Karabakh, com tanques, artilharia e helicópteros".

Em Nagorno Karabakh, as forças separatistas apoiadas pela Armênia anunciaram ter abatido dois helicópteros e um drone e destruído três tanques, assegurando que os azeris mataram um menino de 12 anos e feriram outros dois.

Os armênio de Nagorno Karabakh se apoderaram a região depois de uma guerra 1988 e 1994 que cobrou a vida de 30.000 pessoas.

Criaram uma república independente que não foi reconhecida internacionalmente.

Desde 1994 está vigente um cessar-fogo, mas nunca foi assinado um acordo de paz definitivo.

- Putin intervém -

Em Moscou, o presidente Vladimir Putin pediu "um cessar-fogo imediato e demonstração de moderação para evitar que haja novas vítimas", afirmou o porta-voz od Kremlin, Dimitri Peskov.

Os ministros russos das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, e da Defesa, Serguei Shoigu, ligaram para seus respectivos colegas nos dois países para tentar reduzir a escalada da violência.

Em Yerevan, o primeiro-ministro Ovik Abrahamian convocou uma reunião de emergência do governo frente a "estas hostilidades do inimigo de uma escalada sem precedentes" e se declarou disposto a "tomar as medidas necessárias para estabilizar a situação".

Nagorno Karabakh é uma região situada no Azerbaião, povoada, nos tempos da União Soviética, por maioria armênia.

O Azerbaijão, rico em petróleo e cujo o orçamento de defesa é maior que o orçamento total da Armênia, ameaça regularmente com retomar à força a região separatista se as negociações não chegarem a um acordo.

A Armênia, que conta com o apoio da Rússia, responde que pode fazer frente a qualquer ofensiva.

Neste fim de semana, quando se encontrava em Washington para a cúpula internacional sobre segurança nuclear organizada pelo presidente Barack Obama, o presidente azeri, Ilham Aliev, exigiu, diante do secretário de Estado americano John Kerry, que a Armênia retirasse imediatamente suas tropas de Nagorno Karabakh.

Recebido por Kerry em paralelo à cúpula, Aliev disse que agredece aqos Estados Unidos "seus esforços para encontrar um meio que solucione o longo conflito entre Armênia e Azerbaijão".

Mas insistiu que o fato de que "o conflito deve ser resolvido com base em uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exige uma retirada imediata e sem condições das tropas armênias dos territórios azeris".

O vice-presidente Joe Biden também recebeu os dois chefes de Estado e pediu para que se dialogo para alcançar um acordo.

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