"Nos próximos dias, para avançar com esta resistência civil, apresentaremos ao povo um texto e pediremos que assinem este documento", revelou o ex-presidente, que promete outras iniciativas, como manifestações nas ruas.
Segundo o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, "é delirante o anúncio de se fazer resistência à paz na Colômbia, quando os colombianos resistem há 60 anos à guerra e temos precisamente a possibilidade de acabar com este conflito".
Ex-presidente e atual senador, Uribe é o mais férreo opositor à administração do presidente Juan Manuel Santos, especialmente ao processo de diálogo iniciado em novembro de 2012, em Cuba, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O governo de Uribe, no qual Santos foi ministro da Defesa, esteve marcado por uma forte ofensiva contra os grupos rebeldes, e o afastamento entre os dois políticos se deu precisamente quando o atual presidente se aproximou da guerrilha para discutir a paz.
O conflito armado colombiano, que envolveu guerrilhas, paramilitares, agentes do Estado e narcotraficantes, deixou em mais de meio século 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.