Com base nas negociações de paz em Cuba, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) iniciaram no dia 20 de julho de 2015 um cessar-fogo unilateral que tem mostrado, segundo Villegas, "um alto nível de cumprimento" e ao qual o governo respondeu com a suspensão dos bombardeios aos acampamentos rebeldes.
"O cessar-fogo, mesmo que unilateral, faz parte de uma série de decisões tomadas pelas Farc e que não devem ser violadas", afirmou Villegas ao citar a morte de três militares no departamento de Caquetá atribuídas à principal guerrilha do país.
O ministro recordou que o cessar-fogo não incluiu o fim dos crimes da guerrilha contra a população. "As Farc seguem extorquindo, traficando (drogas) e colocando minas".
Em uma mensagem no Twitter, o Bloco Jorge Suárez Briceño das Farc afirmou que após um combate com o Exército no dia 5 de maio, no município de La Uribe (Meta), "suspendemos o estudo dos acordos de Havana até que mude a situação".
Ainda não está claro que mensagem tentou passar o Bloco Suárez Briceño, também conhecido como Bloco Oriental, mas o máximo líder das Farc, Timoleón Jiménez "Timochenko", respondeu no Twitter que "após mais de 10 meses de trégua unilateral não permitiremos que seja entorpecida".
O conflito armado colombiano, que envolveu guerrilhas, paramilitares, agentes do Estado e narcotraficantes, deixou em mais de meio século 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,8 milhões de deslocados.