Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional de Atletismo, participa de coletiva de imprensa, em Unterschleissheim, Alemanha, no dia 14 de janeiro de 2016 Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional de Atletismo, participa de coletiva de imprensa, em Unterschleissheim, Alemanha, no dia 14 de janeiro de 2016

Recomeçar do zero ao apagar todos os recordes mundiais é "tentador", mas "sujaria os atletas limpos", afirmou nesta segunda-feira Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional de Atletismo, em entrevista à AFP.

"Eu sei que alguns recordes são verdadeiras barreiras, principalmente no feminino, em algumas modalidades.

Existem recordes de 30 a 40 anos que provavelmente não foram estabelecidos de forma legítima", reconheceu o bicampeão olímpico dos 1.500 m (1980 e 1984).

Mesmo assim, o britânico considera injusto a anulação dos recordes, iniciativa sugerida pelo presidente da Federação Inglesa. "Entendo a frustração, mas é preciso ter muita cautela", insistiu.

"O debate é legítimo, mas entendo também o receio de atletas limpos, que detém recordes que estabeleceram de forma normal. Apagar todos os recordes significaria, implicitamente, que eles não foram limpos", opinou Coe.

A etíope Genzebe Dibaba e a polonesa Anita Wlodarczyk quebraram em 2015 os recordes dos 1.500 m e do lançamento de martelo, respectivamente, mas a maioria das marcas que foram estabelecidas nas décadas de 1980 e 1990 parecem inalcançáveis hoje em dia.

A IAAF está no olho do furação por ser acusada de acobertar casos de doping.

Na última quinta-feira, a segunda parte do relatório da comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) apontou a corrupção como "parte integrante" da federação internacional, além de afirmar que seus dirigentes "não poderiam ter ignorado a importância do problema".

A primeira parte do mesmo relatório denunciou um sistema de doping organizado na Rússia, que resultou no banimento do país de todas as competições internacionais, colocando em risco sua participação às provas de atletismo dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

"A corrupção desvendada é absolutamente repugnante, é uma grande traição por parte dos que estão envolvidos. Não podemos mudar o passado, mas estou decidido a aprendermos a lição para não repetir esses erros", havia afirmado Coe depois da divulgação da segunda parte do relatório.

O presidente da comissão da Wada, Richard Pound, fez duras acusações à IAAF, mas ressaltou que ninguém melhor que Coe pode tirar o atletismo dessa situação.

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