Os trabalhistas afundaram, passando de 37 a 7 deputados.
Inclusive a soma dos dois partidos está muito distante dos 80 deputados necessários para obter maioria absoluta e constituir um governo estável.
Os resultados evidenciam uma rejeição categórica à política de austeridade da coalizão de Kenny. Muitos irlandeses afirmam não sentir os efeitos da recuperação econômica, com um crescimento de 7% do PIB em 2015 e um retrocesso do desemprego a 9%.
O Fianna Fail (centro-direita), o outro grande partido deste país de 4,6 milhões de habitantes, foi a segunda força mais votada, com 44 assentos, contra 20 em 2011.
O Sinn Fein (esquerda nacionalista), antiga vitrine política do IRA, se converteu no terceiro partido, com 23 assentos, nove a mais em relação a 2011.
A falta de um vencedor claro envolve o país na incerteza e abre um período de negociações para tentar formar um governo.
Uma saída seria uma aliança inédita entre dois rivais, o Fine Gael e o Fianna Fail, que se sucedem no poder desde 1932.
Também não é descartado um cenário como na Espanha, onde mais de dois meses depois das legislativas ainda não há um governo e a falta de entendimento entre os partidos pode levar à convocação de novas eleições.