"Conhecemos Gianni há muitos anos. Ele sempre contribuiu para o desenvolvimento das relações entre os clubes e as federações nacionais regidas pela Uefa", afirmou o vice-presidente da ECA, Umberto Gandini nesta terça-feira, ao final da assembleia geral da organização.
"Como vocês sabem, não votamos nessa eleição (apenas as federações nacionais participam). Não sei como será no futuro, mas, por enquanto, não podemos apoiar ninguém de fato", acrescentou o dirigente do Milan.
"A ECA vê sua candidatura com simpatia, e lhe deseja o melhor", completou.
Infantino entrou na disputa em novembro, depois do presidente da Uefa, Michel Platini, ser suspenso pelo comitê de ética da Fifa.
Outros quatro candidatos concorrem à sucessão de Joseph Blatter o xeque Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, presidente da Confederação Asiática, que divide o favoritismo com Infantino, o príncipe jordaniano Ali, o sul-africano Tokyo Sexwale, e o francês Jérôme Champagne.
Sobre a sugestão de ampliar de 32 para 40 o número de participantes da Copa do Mundo, ideia compartilhada por vários candidatos, a ECA emitiu ressalvas, por entender que os clubes podem ser prejudicados se tiverem que ceder mais jogadores para a competição.
"Será muito, muito complicado conseguir o apoio dos clubes europeus para essa proposta", avisou Gandini.
"O equilíbrio entre clubes e seleções nacionais não pode ser colocado em perigo. A carga física imposta aos jogadores já chegou ao limite, e precisamos protegê-los, evitando qualquer sobrecarga", justificou a entidade num comunicado.