"O que os Estados Unidos dizem não é verdade", respondeu Hong Lei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês.
Quando o avião de reconhecimento americano EP-3 "aproximou-se da ilha de Hainan", província insular da China, dois aviões chineses o seguiram mantendo "uma distância segura" e sem realizar "manobras perigosas", garantiu.
Os voos de reconhecimento "frequentes" de aviões militares americanos na região representam "uma séria ameaça à segurança da China", acrescentou Hong.
"A China pede (aos Estados Unidos) que parem imediatamente essas atividades de vigilância", acrescentou.
Mais cedo, o ministério da Defesa chinês afirmou em um fax enviado à AFP que queria "compreender e avaliar a situação" em relação a este incidente.
O Mar da China Meridional, uma área estratégica para o comércio mundial, é motivo de disputa entre os Estados Unidos e a China.
Pequim reivindica quase todo o mar, sem levar em conta outros países, como Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei, que também reivindicam uma parte das águas.
Os Estados Unidos não tomam partido nessas discussões de soberania, mas estimam que elas têm de ser resolvidas através da diplomacia e não com a política de fato consumado imposta pela China.