(Arquivo) Augusto Pinochet, em Madri, no dia 23 de novembro de 1975 (Arquivo) Augusto Pinochet, em Madri, no dia 23 de novembro de 1975

A Corte Suprema condenou o Estado chileno a indenizar em cerca de 1,3 milhão de dólares as famílias de quatro pessoas desaparecidas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), informou o poder judiciário nesta terça-feira.

O máximo tribunal chileno proferiu a sentença, após estabelecer que o desaparecimento e a morte de quatro homens por agentes da ditadura em 1973 e 1974 são "crimes contra a humanidade e, portanto, são imprescritíveis e inanistiáveis no aspecto penal e civil", informou a justiça em um comunicado.

"Não cabe senão concluir que o dano moral causado pela conduta ilícita dos funcionários ou agentes do Estado autores dos crimes contra a humanidade em que se fundamenta a presente ação deve ser indenizado pelo Estado", acrescentou a nota.

A maior indenização será paga aos familiares de Miguel Rojas e seu filho, Gilberto Rojas, que foram detidos por militares em 13 de outubro de 1973 perto da localidade de Parral (370 km ao sul de Santiago), quase um mês depois de instalada a ditadura de Pinochet (11 de setembro daquele ano) e desapareceram. O pagamento chega a 700 milhões de pesos chilenos, quase um milhão de dólares.

No caso das outras duas vítimas, que foram detidas e desapareceram em 1974, o Estado terá que pagar 272.000 dólares e 16.000 dólares às suas famílias.

A sangrenta ditadura chilena deixou mais de 3.200 mortos e 38.000 torturados, segundo dados oficiais.

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