"Receber o mesmo salário que os homens em igualdade de condições é um direito das mulheres. É um requisito inevitável para que elas tenham sua autonomia econômica e para avançar na igualdade de gênero", afirmou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, em comunicado.
De acordo com a Cepal, a diferença salarial entre homens e mulheres caiu 12,1% entre 1990 e 2014.
Comparando-se as remunerações recebidas por ambos os sexos de acordo com os anos de estudo, uma mulher pode receber até 25,6% menos que um homem, o que acontece nos níveis educacionais mais altos (13 anos ou mais de instrução).
"Isso significa que o investimento em educação e capacitação profissional das mulheres não nos aproxima de forma linear dos salários dos homens com a mesma formação", indicou a Cepal.
Para reduzir a diferença salarial de gênero, a Cepal pretende promover espaços para a negociação coletiva, melhorar os salários mínimos, implementar políticas que permitam maior corresponsabilidade em trabalhos de cuidado de pessoas dependentes e garantir igualdade de oportunidades de capacitação, promoções, horas extras e outros compromissos trabalhistas que aumentam a massa salarial.
Os dados de Cepal se baseiam em uma análise sobre o salário médio de mulheres e homens de 20 a 49 anos que vivem em zonas urbanas e trabalham 35 horas ou mais por semana em 18 países da região.