"Entre os holandeses na lista figuram alguns nomes famosos, como o jogador Clarence Seedorf, membros da família Van der Vorm, o fundador da (marca de prêt-à-porter) Mexx, Rattan Chadha, mas também John Bredenkamp", destaca o jornal, um "holandês na lista de sanções dos Estados Unidos por comércio ilegal de armas com o Zimbábue.
Seedorf, ex-jogador do Ajax, Real Madrid, Milan e Botafogo, teria concluído em 2005 um acordo de patrocínio com uma joalheria italiana para sua escuderia. O contrato depois foi revendido por meio de offshores em várias ocasiões, segundo o jornal, que questiona se o atleta foi vítima de seus sócios ou se beneficiou da montagem.
Jos van der Vorm, também citado nos documentos, foi membro entre 1979 e 1986 do departamento do Conselho de Estado holandês especializado em impostos. De acordo com o Trouw, ele teria ocultado do fisco mais de 7,6 milhões de euros herdados de um tio-avô.
Rattan Chadha, fundador da Mexx e da rede de hotéis CitizenM, teria uma empresa nas Bahamas em 2001, administrada pelo escritório de advocacia envolvido, Mossak Fonseca.
John Bredenkamp, sul-africano naturalizado holandês, segundo o jornal, possuiria ao menos 13 empresas administradas por meio do mesmo esquema, das quais "pelo menos cinco se encontram em listas internacionais de sanções por seu suposto envolvimento na venda de armas ao presidente do Zimbábue".