Responsáveis da ONU receberam "informações de que famílias estão reunidas no centro da cidade pelo Daesh [acrônimo do EI em árabe] e não são autorizadas a deixar o lugar", disse à imprensa a enviada adjunta da ONU para o Iraque, Lise Grande.
"Isso permite pensar que o Daesh poderia utilizá-los, ou teria a intenção de utilizá-los, como escudos humanos", acrescentou.
Essas famílias "estarão em grande perigo, se começar um combate militar", advertiu.
Apoiadas pela Aviação da Coalizão Internacional liderada pelos Estados Unidos e conduzidas pela Unidade de elite iraquiana antiterrorismo, as forças governamentais entraram na segunda-feira (30), na periferia de Fallujah, no oitavo dia de ofensiva para retirar o EI dessa cidade situada 50 km ao oeste de Bagdá.
Para os especialistas, essa batalha se anuncia longa e difícil, já que o grupo radical está instalado em Fallujah desde janeiro de 2014, quando conquistaram a cidade, um dos principais feudos extremistas no Iraque junto com Mossul (norte).