O Reino Unido estará permanentemente fora de uma união mais estreita e nunca será parte de um superestado europeu", afirmou, em entrevista coletiva em Bruxelas.
"Acredito que é suficiente para recomendar que o Reino Unido continue na UE", destacou Cameron.
"Negociei um acordo para dar ao Reino Unido um status especial na UE", completou.
Cameron apresenta o texto ao governo britânico, neste sábado, e ao Parlamento, na segunda-feira, antes de anunciar a data do referendo.
O premiê explicou algumas das vantagens do acordo. Segundo ele, o Reino Unido não terá de financiar os países da Eurozona em crise; suas empresas não serão discriminadas por não usarem o euro; serão dados novos poderes para deportar criminosos europeus que chegarem ao país; e poderá limitar, durante sete anos, algumas ajudas sociais aos imigrantes.
Os sócios europeus de Londres também celebraram o desfecho da cúpula, defendendo que é justo.
O presidente francês, François Hollande, garantiu que as concessões feitas ao Reino Unido não rompem as regras do bloco.
"Hoje, o Reino Unido tem um lugar particular na Europa, mas não foram quebradas as regras do mercado único. Não há revisão prevista dos tratados, nem direito a veto à zona do euro", disse Hollande, em coletiva de imprensa após a cúpula.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, confirmou que "não haverá direito ao veto, e o texto diz claramente".
A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou o acordo como um "compromisso justo".
"É um compromisso justo que não foi fácil", disse Merkel, em Bruxelas, ao fim da cúpula.
"Não acho que demos muito ao Reino Unido", acrescentou.
Para o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, as concessões feitas pelos demais membros da UE são uma mensagem aos britânicos para que não deixem o bloco.
"O Reino Unido tem de fazer parte da Europa", defendeu Rajoy, na entrevista coletiva.
"O que os dirigentes políticos fizeram foi um esforço, não para dizer a Cameron que o ajudamos no referendo, mas também para dizer aos britânicos 'fiquem'", acrescentou Rajoy.
"Para os espanhóis, não estão em jogo interesses de qualquer tipo, apenas uma relação que não pode acabar", completou.