"Não culpem meus conselheiros. Podem me culpar. Aprendi a lição".
Após as revelações dos "Panama Papers" no domingo passado foram necessários quatro comunicados confusos do gabinete de Cameron, antes do primeiro-ministro finalmente reconhecer, na quinta-feira à noite, que possuía ações de uma offshores com sede nas Bahamas.
Depois de lamentar um exercício de comunicação desastroso, o líder conservador afirmou que não havia cometido nenhuma ilegalidade e que sempre pagou seus impostos.
Neste sábado, ele reiterou a promessa de publicar "em breve" as declarações de impostos dos últimos anos, um gesto inédito por parte de um primeiro-ministro na Grã-Bretanha.
No mesmo momento e a apenas dois quilômetros de distância do fórum, centenas de pessoas reunidas em Downing Street, local da residência oficial do chefe de Governo britânico, pediram sua renúncia.
"Cameron must go", ("Cameron deve sair"), gritavam os manifestantes, que utilizavam chapéus Panamá e camisas havaianas.
"O primeiro-ministro perdeu a confiança dos britânicos", afirmou na sexta-feira o líder da oposição trabalhista Jeremy Corbyn, que não chegou a defender a renúncia.