O comércio bilateral, chave para os dois países, está em uma curva descendente que se observa dos 40 bilhões de dólares registrados em 2011 aos US$ 22,5 bilhões alcançados em 2015. As duas economias têm indicadores de estagnação ou recessão.
"Sobre o acordo automotivo, os ministros acordaram o lançamento de um cronograma de negociações bilaterais e alcançar progressivamente e, em condições equilibradas, o livre comércio do setor automotivo bilateral", informou o ministério da Produção em um comunicado.
O comércio automotivo representa cerca de 45% do comércio bilateral global. As vendas despencaram nos dois países.
"Acreditamos na necessidade de dinamizar o funcionamento interno do Mercosul, em coordenação com nossos parceiros (Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia). Colocamos especial ênfase nos temas de investimentos, compras governamentais e convergência regulatória", disse Cabrera.
Monteiro, por sua vez, apontou outro tema estratégico, ao destacar que "é preciso dar prioridade ao intercâmbio de ofertas com a União Europeia e à ampliação da rede de acordos comerciais extrarregionais".
Um dos propósitos da visita de Monteiro era renegociar o acordo automotivo atual para avançar em um esquema de livre comércio similar ao que o Brasil assinou com o Uruguai em dezembro, com percentuais de componentes nacionais nos veículos.
O acordo vigente com o Brasil, renovado em dezembro até junho, estabelece um esquema no qual a cada 1,5 dólar importado do Brasil, a Argentina exporta 1 dólar.