O texto não detalha as acusações contra o combatente, limitando-se a dizer que "a justiça militar e islâmica das brigadas pronunciou esta pena porque o acusado havia violado as regras e a ética do grupo".
Echtaui, um dos chefes das brigadas Al Qassam, era acusado de espionar para Israel. Era o encarregado dos túneis, a principal ferramenta estratégica do movimento, segundo fontes próximas à formação.
É a primeira vez que as brigadas Al-Qassam anunciam a execução de um de seus próprios membros.
Segundo várias fontes, Echtaui era responsável por uma das mais importantes unidades dessas brigadas e colaborador muito próximo de Mohamed Deif, o escorregadio chefe da Al-Qassam. Após cinco fracassos, o Exército israelense tentou matar Deif mais uma vez, durante a última guerra na Faixa de Gaza em julho e agosto de 2014.
Certo número de condenações no enclave são pronunciadas, por tribunais tanto civis como militares, sob a acusação de crimes de espionagem a favor de Israel.
O Centro Palestino de Direitos Humanos (PCHR), uma das organizações mais ativas neste âmbito nos territórios palestinos ocupados, informou no final de dezembro que em 2015 foram pronunciadas nove penas capitais na Faixa de Gaza e duas na Cisjordânia ocupada. Essa região é liderada pela Autoridade Palestina, com a qual o Hamas mantém relações muito tensas.
Desde o início deste ano, quatro palestinos de Gaza foram executados acusados de espionar para Israel.