"Na realidade, eles querem ampliar por 25 ou 20 anos (mais) e maiores volumes", afirmou o ministro boliviano da Energia e Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, que se reuniu em Santa Cruz com o secretário de Planejamento Energético do Brasil, Altino Ventura.
A Bolívia tem com o Brasil um contrato de venda de gás natural que inclui o envio de até 31 milhões de metros cúbicos diários do combustível para o mercado de São Paulo, que foi assinado em 1996 e expira em 2019.
As vendas de gás, ao lado do fornecimento para a Argentina, representam a principal fonte de recursos com exportação da Bolívia.
Sánchez disse que La Paz "demonstrou que poderá aumentar os níveis de produção de gás natural, (o que) garante um contínuo fornecimento ao Brasil, a partir de 2019".
As autoridades dos dois países também debatem sobre a construção conjunta de uma fábrica de fertilizantes e uma hidrelétrica no rio fronteiriço Madeira.
A reunião de Sánchez e Ventura aconteceu poucos dias antes do encontro entre os presidentes Morales e Rousseff, previsto para 2 de fevereiro no Brasil.
O encontro deve ter na agenda, além do tema energético, a luta contra as drogas e o desejo boliviano de construir uma linha de trem entre seu território e portos no Brasil, no Atlântico, e no Peru, no Pacífico.