Não é meu papel intervir neste caso", sentenciou o suíço em entrevista à rádio francesa RMC.
Blatter ainda revelou que teve conversas com quatro dos cinco candidatos, e que presidentes de federação entraram em contato com ele para perguntar em quem deveriam votar.
"Eu disse a eles: 'podem votar em quem desejar, em quem parece ser o melhor para a Fifa, em plena conciência", relatou.
Blatter chegou a ser reeleito para um quinto mandato em maio do ano passado, mas colocou o cargo à disposição quatro dias depois, por conta do mega-escândalo de corrupção que abala o futebol mundial.
Foram convocadas novas eleições, que acontecerão no dia 26 de fevereiro, e terão como favoritos o também suíço Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa, o xeque Salman, do Bahrein, presidente da confederação Asiática.
Também concorrem ao cargo o sul-africano Tokyo Sexwale, o francês Jérôme Champagne e o príncipe jordaniano Ali, que forçou o segundo turno contra Blatter no ano passado.
O suíço de 79 anos, que chegou à presidência em 1998, foi suspenso por oito de toda atividade ligada ao futebol em dezembro, por ter realizado e 2011 um pagamento suspeito de 1,8 milhões a Michel Platini, por um trabalho de consultoria encerrado em 2002.
Na terça-feira, ele foi ouvido pela câmara de apelação da comissão de ética da Fifa, que está julgando seu recurso.
"Esta saída que estão preparando para mim, é uma grande tristeza", desabafo Blatter na entrevista à RMC.
"Trabalhei na Fifa durante 40 anos, desenvolvemos o futebol, que nunca foi tão bom quanto atualmente. Basta dar uma olhada para a Liga dos Campeões para ver a qualidade que atingimos", argumentou