As residências são um apartamento em Schaerbeek, um bairro de Bruxelas, outro em Charleroi (sul da Bélgica) e uma casa em Auvelais, na região de Namur, também no sul do país, segundo o comunicado.
Os três imóveis foram alugados com documentos falsos, mais de um mês, inclusive dois, antes dos atentados, destacou a mesma fonte. Os dois apartamentos no início de setembro e a casa em 5 de outubro.
"O aluguel e a garantia das três residências foram pagos em dinheiro a seus respectivos proprietários", explicou a promotoria.
O apartamento de Schaerbeek provavelmente foi utilizado para a produção dos coletes com explosivos.
A polícia também encontrou neste apartamento "vestígios do DNA" de Bilal Hadfi, um dos homens-bomba do ataque na área do Stade de France, e uma impressão digital de Salah Abdeslam, um dos suspeitos mais importantes e que continua foragido.
A promotoria informou que Bilal Hadfi e o homem apontado como cérebro dos atentados, Adelhamid Abaaud, moraram no apartamento de Charleroi.
Abaaud morreu cinco dias depois dos ataques em Saint-Denis, na região de Paris, quando a polícia invadiu o local em que estava escondido.
"A investigação permitiu ainda determinar que o veículo SEAT Leon utilizado para cometer os atentados de Paris circulou muito perto dos imóveis de Charleroi e Auvelais", afirma a nota oficial da promotoria.
O automóvel BMW alugado por Mohamed Bakkali, um dos homens detidos e processados na Bélgica, "também circulou muito perto das três residências".