O clube catalão fechou com chave de ouro uma temporada impressionante, na qual foi campeão da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol, da Copa do Rei e da Supercopa da Europa, sempre sob o comando de seu tridente ofensivo dos sonhos, composto por Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar.
Messi e Neymar, que eram dúvida para a partida em função de um cálculo renal e de uma lesão na coxa, respectivamente, se recuperaram a tempo para a final e foram decisivos, com o argentino abrindo o placar aos 36 minutos de jogo, após receber passe do brasileiro.
No segundo tempo, Suárez, que já havia marcado três gols nas semifinais contra o Guangzhou Evergrande, da China (3-0), garantiu a vitória do Barça balançando a redes outras duas vezes, aos 4 e 23 minutos, com Neymar novamente de garçom no segundo gol.
Mais cedo, no duelo pelo terceiro lugar do Mundial de Clubes, o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês eliminado pelo River Plate nas semifinais (1-0), venceu de virada o Guangzhou Evergrande, campeão asiático treinado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, por 2 a 1.
Todos os gols da partida foram de autoria de jogadores brasileiros. Paulinho abriu o placar para o time chinês, mas Douglas fez dois gols de cabeça e virou a partida para os japoneses.
- Torcida do River comparece -
O River chegou à final apoiado pelos mais de 15.000 torcedores argentinos que encararam a longa viagem até o Japão para torcer pela equipe no Mundial.
Os argentinos, porém, não haviam feito boa apresentação na estreia contra o Sanfrecce Hiroshima, vencendo pelo magro placar de 1 a 0, numa partida que facilmente poderiam ter perdido.
Para a final, o técnico do River, o ex-jogador Marcelo Gallardo, sabia que precisava apresentar um futebol muito mais convincente para sonhar em superar o Barcelona, melhor time da Europa.
Para piorar a vida dos 'Milionários', Messi e Neymar se recuperaram dos problemas físicos que tiraram os dois craques da semifinal.
Com o trio 'MSN' completo, o Barça dominou completamente a posse de bola, não deixou os argentinos respirarem e obrigou o goleiro Marcelo Barovero a fazer duas grandes defesas nos primeiros trinta minutos de jogo, em chutes de Messi.
O gol catalão acabou saindo aos 36 minutos com o próprio Messi. No lance, Neymar ajeitou de cabeça para o craque argentino dominar (com o braço) na pequena área e tirar de Barovero.
O gol acabou obrigando o River a sair mais para o jogo em busca do empate, exatamente o que o Barcelona e seus velozes atacantes queriam.
- Suárez brilha -
No segundo tempo, com muito mais espaço para contra-atacar, o Barcelona não demorou para ampliar a vantagem.
Aos 4 minutos, Busquets roubou bola no campo de defesa e arranjou lançamento perfeito para Suárez, que apareceu na cara do gol do River e não desperdiçou.
Gostando do jogo, os jogadores do Barcelona começaram a trocar passes e armar tabelas na entrada da área do clube argentino, dando a impressão de que estavam se divertindo e que, a qualquer momento, poderiam transformar a vitória em goleada.
Em uma dessas trocas de passes, o trio 'MSN' selou de vez o caixão argentino. Aos 23, Messi tocou para Neymar na esquerda, o brasileiro dominou, olhou para a área e cruzou na medida para Suárez balançar as redes de cabeça.
Autor de cinco gols em apenas dois jogos no Mundial de Clubes, Suárez foi eleito o melhor jogador da competição. Messi, que só disputou a final, ficou com a bola de prata, enquanto Iniesta foi bronze.
Sem poder de reação, o River se contentou em esperar o apito final e torcer para não sofrer mais gols, depois de testemunhar de perto o enorme abismo que separa os dois clubes, os dois continentes.