"Acho que juntos poderemos superar os desafios que temos pela frente", afirmou a Prêmio Nobel da Paz, em sua primeira reação após a escolha do novo presidente.
O intelectual, Htin Kyaw, 69 anos e fiel companheiro de dissidência de Aung San Suu Kyi, tornou-se na terça-feira o novo presidente de Mianmar, o primeiro civil em décadas neste cargo, a partir do qual deverá impulsionar reformas muito esperadas.
Sem surpresa, uma maioria de 360 dos 652 deputados designou como presidente o candidato da LND, majoritária no Parlamento graças a sua vitória categórica nas legislativas de novembro.
Com esta eleição e a formação nos próximos dias de um governo, que entrará em funções em 1º de abril, no mesmo dia que o presidente, o país poderá virar a página de décadas de poder militar.
A LND não pôde promover a candidatura de Aung San Suu Kyi, já que a Constituição proíbe o acesso à presidência de quem tenha filhos de nacionalidade estrangeira, o que é o caso dela, que tem dois filhos britânicos.
Mas, junto ao novo presidente e seu amigo de infância, a ex-líder opositora deverá promover grandes reformas, começando pela educação e a saúde, arruinadas, assim como a maioria dos serviços públicos.