Devido à sua localização geográfica, a Itália é destino principalmente de migrantes de países do norte da África, que atravessam o Mediterrâneo, enquanto países mais ao leste da Europa recebem mais migrantes de países do Oriente Médio, que muitas vezes alcançam o continente por via terrestre.
Desde que o fechamento da rota dos Bálcãs e a instauração do acordo entre a União Europeia e a Turquia frearam, em março, o fluxo massivo de migrantes em direção à Europa, concentrado na Grécia, a Itália teme que parte destes migrantes optem por um caminho alternativo até o seu litoral, através da Turquia ou do Egito.
Durante a quinta-feira, um avião de reconhecimento da guarda costeira italiana avistou duas embarcações com dificuldades ao sudeste da Sicília; 515 pessoas foram resgatadas do primeiro barco, e cerca de 300 do segundo, segundo os serviços marítimos.
Todos foram transladados a vários barcos das equipes de salva-vidas e a navios militares.
Dos 342 resgatados pela Nave Peluso, dos serviços marítimos, "ao menos 150" eram "refugiados sírios e mais de 40, iraquianos", que devem chegar na manhã de sexta-feira ao porto de Augusta, no leste da Sicília, anunciou no Twitter Carlotta Sami, porta-voz na Itália do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).