O time do Atlético de Madri antes de partida contra o PSV Eindhoven, em Madri, no dia 15 de março de 2016 O time do Atlético de Madri antes de partida contra o PSV Eindhoven, em Madri, no dia 15 de março de 2016

Em partida tensa com suspense até o fim, o Atlético de Madri garantiu sua vaga para as quartas de final da Liga dos Campeões ao derrotar o PSV Eindhoven nos pênaltis (8-7), nesta terça-feira, no estádio Vicente Calderón, depois do empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.

Como aconteceu na partida de ida, na Holanda, o jogo fui muito intenso, com várias chances para ambas as equipes, mas os goleiros brilharam e as redes não balançaram nos 210 minutos do confronto.

Com o apoio da sua torcida, o Atlético cresceu no segundo tempo, com a entrada de Fernando Torres, mas 'El Niño' só conseguiu encontrar o caminho do gol na disputa de pênaltis.

O meia Luciano Narsingh, que entrou a dois minutos do fim, só para bater pênalti, acertou o travessão, e o lateral Juanfran converteu a cobrança que deu a classificação nas quartas de final.

"Estamos muito felizes. Todo mundo está cansado, mas sentimos orgulho pelo que fizemos, apesar da classificação ter sido muito sofrida. O importante foi avançar para a próxima fase", comemorou Torres depois da partida.

"Foi um jogo duro, o típico duelo de mata-mata. Qualquer erro custaria a eliminação, e nenhum dos dois times errou com a bola rolando. No final, a sorte estava a nosso favor na disputa de pênaltis", reconheceu o técnico do time espanhol, o argentino Diego Simeone.

O 'Atleti' conhecerá seu adversário na sexta-feira, quando será realizado o sorteio dos confrontos.

'Orgulho e decepção'

Para o PSV, resta apenas o sentimento de ser eliminado de cabeça erguida, na primeira participação ao mata-mata da Champions desde 2009.

"Estou com sensações misturadas. Por um lado, estou muito orgulhoso, porque fizemos dois bons jogos, principalmente hoje, fora de casa. Por outro lado é uma grande decepção sair da competição depois ter ficado tão perto da classificação", lamentou o técnico holandês Philip Cocu.

O ex-volante do Barcelona reviveu o trauma da Copa do Mundo de 1998, quando teve sua cobrança de pênalti defendida por Taffarel quando os holandeses foram eliminados pelo Brasil nas semifinais da Copa do Mundo de 1998.

Em Madri, Diego Simeone optou por um ataque mais solto, com os velozes Griezmann e Ferreira-Carrasco formando dupla lá na frente, deixando no banco 'El Niño' Fernando Torres e o argentino Vietto.

O único representante brasileiro na partida foi Filipe Luís, titular absoluto da lateral-esquerda 'colchonera'.

A torcida acolheu o time com um lindo mosaico, exibindo a mensagem "nunca deixe de acreditar". Um mantra que se aplica tanto para a Champions quanto para a Liga Espanhola, na qual os 'colchoneros' têm oito pontos a menos que o líder Barcelona.

Fato é que o público teve que mostrar fé até o fim para comemorar a classificação, que foi mais suada do que o esperado.

Goleiros protagonistas

Apesar desse incentivo, o 'Atleti' teve um início tímido na partida. O bloco defensivo, como sempre, estava muito compacto, mas os comandados de Diego Simeone mostravam certa dificuldade para sair jogando.

O PSV tocava bem a bola, contando com a habilidade de Locadia para tentar desequilibrar a marcação cerrada dos anfitriões.

O time holandês estava melhor em campo, mas as chances mais claras foram dos anfitriões.

O Atlético começou a encontrar mais espaços pelo lado direito, com Juanfran e Koke aproveitando falhas de posicionamento de Willems e Moreno. Fui justamente com um passe no meio desses dois jogadores que Juanfran lançou Koke, que cruzou na medida para Griezmann.

O francês recebeu perto da marca do pênalti, mas o goleiro Zoet saiu bem e conseguiu tirar a bola com o pé.

Griezmann voltou a ter uma grande chance aos 38, em outra jogada iniciada por Juanfran. O lateral alçou a bola na área e Ferreira-Carrasco ajeitou para o francês cabecear forte, perto da pequena área, obrigando Zoet a salvar o PSV com defesa espetacular, de puro reflexo.

O Atlético começou a gostar do jogo e ensaiou uma forte pressão nos momentos finais da primeira etapa, incendiando a torcida.

'El Niño' devastador

O estádio Vicente Calderón vibrou ainda mais pouco depois do intervalo, quando Diego Simeone foi para o tudo ou nada ao tirar o volante argentino Augusto Fernández para a entrada do ídolo local, Fernando Torres, que mudou a cara do jogo, dando mais contundência ao ataque 'colchonero'.

Logo depois da entrada de 'El Niño', porém, o PSV criou sua melhor chance na partida, aos 13, com uma bomba de Locadia que o goleiro Oblak desviou para a própria trave. De Jong ainda apareceu no rebote, mas Filipe Luís conseguiu salvar em cima da linha.

O lateral brasileiro também apareceu no ataque, aos 17, com um chutaço que Zoet espalmou em cima de Ferreira-Carrasco, que chutou por cima.

Fernando Torres tentou resolver na base do talento individual. Aos 20, o atacante partiu para o contra-ataque, entortou dois marcadores, mas foi desarmado na hora da finalização.

'El Niño' ainda tentou um golaço por cobertura aos 30, e a bola passou muito perto da meta de Zoet.

Torres, sempre ele, teve outra grande chance aos 41, quando invadiu a área pela esquerda e chutou sem ângulo, para mais uma grande defesa do goleiro holandês, que manteve o PSV vivo e forçou a prorrogação.

O Atlético continuou pressionando no tempo extra, mas só finalizou uma vez com perigo, com um chute de Saul no meu do gol.

O suspenso continuou tomando conta do confronto na de pênaltis. Foram necessárias 16 cobranças, até que Narsingh esbarrou no travessão e Juanfran chutou no cantinho de Zoet.

O Vicente Calderón foi literalmente abaixo, comemorando a classificação como se fosse o título, depois de roer as unhas por mais de 120 minutos.

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