Um policial turco é visto montando guarda em área isolada ao redor da Mesquita Azul em Istambul, na Turquia, em 12 de janeiro de 2016 Um policial turco é visto montando guarda em área isolada ao redor da Mesquita Azul em Istambul, na Turquia, em 12 de janeiro de 2016

Ao menos dez pessoas, em sua maioria alemãs, morreram nesta terça-feira em um atentado suicida cometido no bairro de Sultanahmet, o mais turístico de Istambul, atribuído pelo governo a um homem de origem síria.

"Condeno firmemente este ataque terrorista cometido por uma pessoa de origem síria", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em um discurso em Ancara no qual pareceu apontar os jihadistas como responsáveis.

Já o primeiro-ministro do país, Ahmet Davutoglu, declarou que a maior parte dos mortos são alemães e ofereceu suas condolências à chanceler do país, Angela Merkel.

"Davutoglu expressou sua tristeza pela morte de 10 vítimas, em sua maioria alemãs, e apresentou suas condolências" à chanceler, informou a agência de notícias Anatolia citando um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

Pouco antes o vice-primeiro-ministro do país, Numan Kurtulmu, havia confirmado que a maior parte dos mortos eram estrangeiros.

Segundo o gabinete do governador de Istambul há ao menos dez mortos e 15 feridos, cujo estado não foi informado.

A Turquia está em estado de alerta após o atentado de três meses atrás em frente à estação central de Ancara, o mais grave de sua história, no qual 103 pessoas morreram e que foi atribuído ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Erdogan, acusado de ser indulgente com os jihadistas sírios, decidiu finalmente no ano passado participar da coalizão internacional contra o jihadismo e prendeu muitos supostos membros do EI.

Após uma reunião de urgência convocada pelo primeiro-ministro Ahmed Davutoglu, Kurtulmu anunciou que o autor do atentado foi identificado como um sírio nascido em 1988, mas não forneceu seu nome.

A potente explosão foi registrada às 10h18 locais (06h18 de Brasília) em uma grande esplanada próxima à Basílica de Santa Sofia e da Mesquita Azul, dois dos monumentos mais visitados da cidade, a maior do país.

As primeiras fotos mostram corpos desmembrados no chão.

Mais cedo, a rede CNN-Turk declarou que seis turistas alemães estavam entre os feridos e Merkel disse a partir de Berlim que provavelmente havia vítimas alemãs. Já o ministro das Relações Exteriores norueguês indicou que um cidadão de seu país está entre as vítimas.

Bola de fogo

"Ouvi uma forte explosão e depois muitos gritos. Posteriormente vi uma bola de fogo e comecei a correr", explicou à AFP um homem que não forneceu seu nome. "Estou completamente certo de que não era uma bomba, mas um atentado suicida", acrescentou.

"A explosão foi tão forte que o chão tremeu", confirmou Caroline, uma turista. "Fugi com minha filha e nos refugiamos em um edifício próximo (...) Foi realmente terrível", explicou.

A detonação foi ouvida até na praça Taksim, a vários quilômetros de distância do bairro de Sultanahmet, disse uma testemunha à AFP.

A Turquia vive em estado de alerta permanente desde o duplo atentado suicida de 10 de outubro em Ancara, que deixou, além dos 103 mortos, 500 feridos. O ataque era dirigido contra manifestantes pró-curdos reunidos diante da estação.

Em janeiro de 2015, uma mulher suicida originária do Daguestão russo, que segundo a imprensa havia lutado com os jihadistas na Síria, detonou seus explosivos em frente a uma delegacia de Sultanahmet matando um policial.

"O modus operandi, um suicida, e o alvo sugerem um atentado jihadista", disse nesta terça-feira à AFP um diplomata ocidental. "Se for o caso, quer dizer que o Daesh (acrônimo em árabe do EI) decidiu atacar o Estado turco", acrescentou o diplomata, lembrando que até agora o alvo dos jihadistas na Turquia eram os curdos.

Desde o ano passado a Turquia está afundada em um novo conflito entre as forças de segurança e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), rompendo o frágil cessar-fogo que havia durado dois anos.

Os rebeldes turcos atacam principalmente militares e policiais, embora em 23 de dezembro uma organização armada curda, os Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), tenha reivindicado o ataque contra o aeroporto Sabiha Gökçen de Istambul que deixou um morto e um ferido.

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