A explosão aconteceu no mercado de Eidgah em Parachinar, capital do distrito tribal semiautônomo de Kurram.
A televisão local difundiu imagens de centenas de pessoas fugindo do mercado, aonde chegavam dezenas de ambulâncias.
O atentado não foi reivindicado, mas essa zona é conhecida por confrontos entre muçulmanos sunitas e xiitas. A minoria xiita representa cerca de 20% da população paquistanesa.
As zonas tribais semiautônomas do Paquistão registram uma forte presença dos talibãs afegãos e paquistaneses, e outros grupos vinculados à Al-Qaeda.
A cidade de Parachinar, próxima da fronteira com o Afeganistão, foi o cenário de inúmeros atentados nos últimos anos devido à presença de uma importante comunidade xiita.
Os xiitas são alvo de atentados de sunitas extremistas que os acusam de corromper o Islã e serem agentes do Irã, principal país xiita do mundo.
O governo do Paquistão decidiu há alguns meses intensificar a luta contra os grupos rebeldes violentos.
Em julho passado, as forças de segurança mataram Malik Ishaq, chefe do grupo antixiita mais violento, e 13 de seus homens.
Malik Ishaq, 55 anos, era o influente líder do Lashkar-e-Jhangvi, facção sunitas extremista próxima à Al-Qaeda e acusada de inúmeros ataques antixiitas.