(Arquivo) Combatentes que apoiam o governo participam de uma operação de segurança contra o Estado Islâmico em Bagdá (Arquivo) Combatentes que apoiam o governo participam de uma operação de segurança contra o Estado Islâmico em Bagdá

Pelo menos 16 pessoas foram mortas em ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) que atingiram um café e, depois, as forças de segurança, na cidade de Balad, ao norte de Bagdá, informaram autoridades iraquianas nesta sexta-feira.

"Um grupo de homens armados do Daesh (acrônimo em árabe do EI), todos vestindo uniformes das forças de segurança, atacou, por volta da meia-noite, um café em Balad, lançando granadas e disparando armas de fogo", declarou à AFP Ammar Hekmat al-Baldawi, vice-governador da província de Salaheddin.

"Eles fugiram para uma área agrícola próxima, e se explodiram quando as forças de segurança e moradores locais se aproximaram para detê-los", explicou, acrescentando que o ataque ocorreu por volta da meia-noite (18h00 de quinta-feira no horário de Brasília).

"Havia cinco ou seis atacantes, quatro dos quais se explodiram. A caça continua, porque nós acreditamos que pode haver dois em fuga", indicou Baldawi.

Segundo ele, 16 pessoas foram mortas nesses ataques, incluindo vários membros da polícia e das forças paramilitares dos Hached al-Chaabi (unidades de mobilização popular), que consiste principalmente de milícias xiitas.

Desta vez, o modus operandi é diferente dos últimos atentados suicidas com carros-bomba realizados pelo EI, a fim de causar o máximo de mortes nas cidades xiitas.

Pelo menos 94 pessoas foram mortas em três atentados suicidas na última quarta-feira em Bagdá, os ataques mais mortais na capital iraquiana desde o início do ano.

Balad é uma cidade localizada 80 km ao norte de Bagdá, cuja população é majoritariamente xiita, mas é cercada por muitas zonas rurais de maioria sunita.

De acordo com um coronel da polícia, que pediu anonimato, o tiroteio no café causou 12 mortes, enquanto dois policiais e dois membros dos Hached foram posteriormente mortos nas explosões provocadas pelos terroristas.

Um médico do hospital de Balad forneceu a mesma avaliação do ocorrido.

O EI reivindicou o ataque em um comunicado publicado nas redes sociais, afirmando que um comando de três jihadistas atacou uma reunião de membros dos Hached, abrindo fogo e matando muitos deles, antes de um jihadista explodir quando os serviços de emergência estavam tentando evacuar os feridos.

De acordo com o EI, os dois outros criminosos fizeram várias outras mortes ativando seus cintos explosivos.

O grupo jihadista afirmou que o ataque faz parte de uma campanha para honrar Abdel Rahman al-Qadouli, morto em março por um ataque da coalizão internacional anti-jihadista que o apresentou como número dois do EI.

Os recentes ataques no Iraque acontecem num momento em que o país é abalado por uma grave crise política. Vários partidos se opõem aos planos do primeiro-ministro de estabelecer um governo de tecnocratas por medo de perder alguns dos seus privilégios.

Também acontece após o EI perder terreno ao abandonar várias cidades, incluindo Ramadi e Tikrit, cujo controle foi recuperado pelas forças iraquianas apoiadas por ataques aéreos da coalizão internacional sob comando dos Estados Unidos.

Mas os jihadistas conservam importantes redutos, incluindo Mossul, a segunda maior cidade do país, e ainda têm a capacidade de atacar Bagdá e outras áreas predominantemente xiitas.

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