Um balanço anterior apontava 50 mortos.
"No total, 65 corpos foram levados ao Hospital Especializado, outros dez ao Hospital Universitário de Maiduguri e dez foram enterrados ontem (domingo) no cemitério comunitário de Dalori", a localidade atingida pelo ataque, informou o doutor Haruna Mshelia, encarregado da saúde do Estado.
Contudo, Musa Adamu, um membro das milícias particulares que lutam junto ao exército contra o Boko Haram, afirmou que houve "mais de 100 mortos" no ataque, mas esse número não pôde ser confirmado.
A Nigéria e seus vizinhos (Camarões, Chade, Níger e Benim), que também sofrem ataques da organização fundamentalista, criaram uma força de intervenção conjunta multinacional (MNJTF, na sigla em inglês) para combater o grupo islamita.
Boko Haram ("A educação ocidental é um pecado", no idioma hauçá, falado pelo povo do Sahel) levantou armas em vários estados do norte da Nigéria em 2009.
A insurreição e sua repressão causaram ao menos 17 mil mortes e mais de 2,6 milhões de deslocados.
O grupo deseja instaurar uma nação islâmica no paupérrimo norte da Nigéria, de maioria muçulmana. No sul, onde está concentrada a extração petroleira do principal produtor de cru da África, a população é de maioria cristã.