Em um texto curto, Pollack, nomeado mediador pelo juiz federal Thomas Griesa, destacou que a reunião foi construtiva e abrangeu "uma gama de questões", sem dar mais detalhes.
Os funcionários argentinos evitaram a imprensa ao final do encontro, constatou a AFP.
Foi a segunda reunião do novo governo do liberal de direita Mauricio Macri com o mediador judicial, após a primeira, no começo de dezembro, na qual se anunciou que a Argentina começaria a negociar "rapidamente" com os fundos especulativos NML Capital e Aurelius, que ganharam em 2012 uma ação de 1,7 bilhão de dólares atuais por bônus em default desde 2001.
O governo anterior de Cristina Kirchner (2007-2015) tinha rechaçado a sentença de Griesa, que em 2014 congelou um pagamento de US$ 539 milhões em Nova York a detentores de bônus que aderiram à troca de 2005 e 2010 da dívida não paga, provocando um default parcial da Argentina.
Noventa e três por cento dos credores da Argentina aceitaram esta reestruturação de reembolso parcial, mas 7% restantes as rejeitaram, pedindo o reembolso de todas as dívidas mais os juros.
Em outubro passado, Griesa aceitou um pedido de 49 ações de outros detentores de títulos em default por US$ 6,15 bilhões de se somar à sentença dos fundos especulativos.
Ausência na última audiência
O anúncio do início das negociações, em janeiro, ocorre depois da ausência dos advogados argentinos, na semana passada, na primeira audiência sobre o complexo caso judicial ante Griesa, após a posse de Macri, em 10 de dezembro.
O encontro não envolvia diretamente a Argentina, mas os fundos NML Capital e Aurelius e três bancos estrangeiros (JP Morgan, BBVA e Deutsche Bank) a partir de um bônus emitido em 2014 e em 2015 pelo país sul-americano, que poderia violar a sentença do juiz.
Embora os advogados do escritório que representa a Argentina não fossem obrigados a se apresentar, até o momento o fizeram em todas as audiências anteriores relacionadas com o caso.
Na véspera deste compromisso nos tribunais de Manhattan, Luis Caputo antecipou e justificou a ausência, explicando que Pollack tinha dito que não era "necessário" para a Argentina participar da reunião.
O governo argentino anterior qualificada os fundos especulativos de "abutres" por terem comprado bônus em default a preço de banana para tentar recuperar seu valor nominal pela via judicial.