Padilla determina que o Supremo se abstenha de dar posse aos dois novos ministros, o que deveria ocorrer em janeiro ou fevereiro de 2016, vinculando sua aceitação pela corte ao aval do Senado.
Ramos Padilla afirma que as designações de Rosenkrantz e Rosatti sem o aval do Senado são "inválidas", em resposta a uma ação popular apresentada por Mariano José Orbaiceta.
Macri poderia ter convocado sessões extraordinárias do Congresso no verão (dezembro, janeiro e fevereiro) para que o Senado ratificasse as designações, mas utilizou um artigo da Constituição que permite ao Executivo nomear interinamente funcionários que dependem do aval dos senadores.
Segundo vários juristas, o artigo constitucional para nomeações interinas não se aplica a membros do poder judiciário.
O constitucionalista Daniel Sabsay, conhecido opositor ao governo de Kirchner, qualificou a decisão de Macri "de inconstitucionalidade manifesta" e "retrocesso fenomenal".