O presidente argentino, Mauricio Macri, em Davos, no dia 22 de janeiro de 2016 O presidente argentino, Mauricio Macri, em Davos, no dia 22 de janeiro de 2016

O governo argentino fechou novos pré-acordos com credores para pagar dívida em moratória por mais de 190 milhões de dólares, de sua oferta para saldar o litígio multimilionário em Nova York, anunciou nessa quarta-feira o mediador judicial Daniel Pollack.

"Estou muito satisfeito de informar que a República da Argentina continua chegando a princípios de acordo com credores dos títulos em default, grandes e pequenos", afirmou Pollack em um comunicado emitido em Nova York.

Segundo o mediador, os novos pré-acordos somam "mais de 190 milhões de dólares" e incluem as seguintes instituições e indivíduos: "BN Paribas, US$ 52,4 milhões; GMO (Boston), US$ 119 milhões; Carlo Regazzoni US$ 1,7 milhão; Elazar Romano US$ 11,3 milhões; Grazia Valenti US$ 172.000; La Societa Ymus SRL, US$ 375.000; e Tomaso Zappoli Thyrion US$ 5,2 milhões".

Esses pré-acordos se inserem na oferta apresentada no dia 5 de fevereiro pelo governo do presidente Mauricio Macri para pagar US$ 6,5 bilhões, sobre um total de US$ 9 bilhões, a fundos especulativos e outros credores, e pôr fim ao litígio pela dívida em default desde 2001.

O principal pré-acordo concluído até o momento foi o de 29 de fevereiro com os dois principais fundos "abutres", NML Capital e Aurelius, assim como outros dois grupos, aos quais Argentina pagará 4,653 bilhões de dólares.

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