Técnicos do Ministério da Fazenda calculam que os bônus ainda em moratória representam aproximadamente 20 bilhões de dólares. Estes títulos incluem os que estão em mãos dos fundos que acionaram a Justiça americana e de outros credores de diferentes países. A remissão esperada para saldar o endividamento seria de aproximadamente 5 bilhões.
O ministro explicou que a emissão será realizada assim que o Congresso aprovar a derrogação da "Ley Cerrojo" e a do Pagamento Soberano.
A "Ley Cerrojo" impede que um benefício seja concedido a um credor sem que seja estendido aos demais. Cerca de 93% dos credores aceitaram a reestruturação da dívida em 2005 e 2010, mas os 7% restantes mantêm litígios e seriam beneficiados no caso de um acordo.
A Argentina espera que o juiz de Nova York Thomas Griesa aceite seu pedido, feito em 11 de fevereiro, para que seja suspenso o impedimento ao pagamento dos credores que aderiram à reestruturação. Como condição, Griesa pediu a eliminação da "Ley Cerrojo".
"A decisão que o juiz (Griesa) tomou na sexta-feira foi muito importante porque pudemos abrir caminho ao diálogo e, agora, vamos continuar buscando todos os acordos que sejam possíveis", completou o ministro.
Prat-Gay garantiu ainda que "pagar em espécie permite acelerar os prazos e economizar dinheiro".
Sobre as possibilidades de financiamento no mercado, o governo se mostrou confiante.
"Todos os bancos com que falamos estão confiantes em que podemos conseguir no mercado o dinheiro de que precisamos", afirmou Caputo.
A Argentina chegou na segunda-feira a um acordo com mais cinco fundos credores para pagar 250 milhões de dólares e 185 milhões de euros.
EM Limited e Montreux Partners, dois dos seis principais fundos especulativos que ganharam na justiça em Nova York, aceitaram o acordo por 849,2 milhões e 298,66 milhões de dólares, respectivamente.
Os fundos NML Capital e Aurelius, com sentenças favoráveis por 1,75 bilhão de dólares, continuam fora do acordo.