(Arquivo) Os governos de Argentina e Estados Unidos reativaram nesta segunda-feira um acordo bilateral para investigar lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado, suspenso desde o ano passado (Arquivo) Os governos de Argentina e Estados Unidos reativaram nesta segunda-feira um acordo bilateral para investigar lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado, suspenso desde o ano passado

Os governos de Argentina e Estados Unidos reativaram nesta segunda-feira um acordo bilateral para investigar lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado, suspenso desde o ano passado.

O acordo foi firmado entre o diretor da Unidade de Informação Financeira (UIF), Mariano Federici, e seu colega americano Jennifer Shasky Clavery, dois dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à Argentina, nesta quarta e quinta-feiras.

O acordo havia sido suspenso "por violações no gerenciamento de informação sensível", explicou o ministro da Justiça, Germán Garavano, em entrevista coletiva na Casa de Governo, após a assinatura.

Por essas violações, o acordo sofreu duas suspensões. A primeira foi em 2009 por investigações a contas de políticos argentinos.

"O segundo episódio foi em 2015, em torno do caso (da morte do promotor Alberto) Nisman e esteve vinculado à informação que foi posta à disposição da Justiça sem autorização para esses fins", disse Garavano.

A Justiça revisou contas não declaradas de Nisman, que investigava o atentado contra a associação judaica Amia. No episódio, 85 pessoas morreram, e 300 ficaram feridas, em 1994.

Segundo a chanceler argentina, Susana Malcorra, trata-se de "um acordo central" para a luta contra o narcotráfico, um dos objetivos traçados pelo governo do presidente Mauricio Macri.

"O ataque ao narcotráfico é impossível de ser feito, se não tivermos um fluxo de informação adequado", ressaltou a ministra.

A chanceler desvinculou a reativação do protocolo da visita de Obama à Argentina.

"Não podemos associar, de forma alguma, a vinda do presidente, sobretudo, porque não sabíamos que viria quando a tarefa começou", alegou.

A ministra das Relações Exteriores defendeu ainda que a troca de informação financeira "é vital, porque todos os crimes mais significativos que acontecem neste momento no mundo são essencialmente transnacionais, são assimétricos, e os Estados não podem resolvê-los sozinhos".

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