"Não esperem hoje uma proposta concreta", descartou o ministro do presidente Mauricio Macri em coletiva de imprensa.
A Argentina "vai negociar com firmeza" e espera que os chamados "fundos "abutres" negociem de "forma razoável", completou.
No momento em que o enviado especial do governo argentino, o secretário de Finanças, Luis Caputo, retoma em Nova York as negociações com os fundos especulativos NML Capital e Aurelius, Prat-Gay ratificou a posição do novo governo de assumir um problema que classificou como "herança" e "lixo" do governo de Cristina Kirchner (2007-2015).
"Queremos entender qual é a postura daqueles que obtiveram a sentença da dívida, porque o não acerto foi extremamente caro para a Argentina", afirmou o ministro.
Em 2012, os credores conseguiram uma sentença do juiz federal de Nova York, Thomas Griesa, para cobrar o principal e o juros dos bônus da dívida em "default" desde 2001.
Segundo Prat-Gay, "de uma dívida inicial de US$ 2,943 bilhões, agora se deve US$ 9,882 bilhões. É o custo de lavar as mãos por mais de dez anos", alfinetou.
"O lixo não é nosso, mas não temos problema em limpá-lo, e o julgamento em Nova York é parte do lixo", acrescentou.
Macri disse estar confiante em que a Argentina terá um "acordo razoável".
"Espero que fiquem rapidamente para trás essas partes de dívidas que não soubemos quitar", frisou.
O governo Cristina Kirchner (2007-2015) rejeitou a sentença de Griesa, que congelou, em julho de 2014, um pagamento de US$ 539 milhões em Nova York a 93% dos credores que aderiram às trocas de 2005 e 2010 de dívida. Isso instalou o "default" parcial da Argentina.