Acompanhada do titular do organismo, Jorge Todesca, ela especificou que o objetivo é que as primeiras estatísticas "estejam prontas dentro dos primeiros 180 dias".
Ambos os funcionários pediram paciência enquanto seguem os trabalhos de "reconstrução de uma entidade que se encontrava desmantelado" e que o presidente Mauricio Macri declarou em "emergência" a fim de voltar a recuperar metodologias para torná-lo confiável.
A diretora afirmou que em fevereiro serão apresentados os "índices de Comércio Exterior, aos quais foram dados prioridade porque é o de mais fácil reconstrução".
A previsão é de que em março se conheçam os valores da Cesta Básica e que até maio poderia haver uma estatística do PIB.
A funcionária informou que o governo entrou em contato com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para anunciar a suspensão da difusão de indicadores em dezembro passado. Ela limitou-se a dizer que a reação do FMI "foi boa", sem dar mais detalhes.
Bevacqua foi diretora do Índice de Preços ao Consumidor antes de ser afastada em 2007, durante o primeiro governo da ex-presidente Cristina Kirchner (2007/2015), em meio à remoção de vários funcionários de ampla trajetória no instituto estatístico, cujas medições caíram em descrédito desde então.
A normalização do Indec foi uma das promessas de campanha de Macri, que assumiu um governo de direito no dia 10 de dezembro e nomeou Jorge Todesca como diretor do organismo.
O FMI aprovou em 2013 uma moção de censura aos dados oficiais fornecidos pela Argentina, diante da enorme diferença entre os indicadores governamentais e as estatísticas de entidades privadas.
Desde janeiro de 2014 o Indec começou a divulgar o índice de inflação a partir de uma nova metodologia consensualizada com o FMI.
Alfonso Prat-Gay, ministro da Fazenda e Finanças da nova administração, deu na terça-feira os primeiros números em relação a 2015, situando a inflação em cerca de 30% e o déficit fiscal em aproximadamente 6%.
O chefe da pasta econômica estimou que a inflação para 2016 ficará entre 20 e 25% e que o objetivo é que ela seja de 5% em 2019, quando termina o mandato de Macri.