A declaração foi uma resposta ao relatório da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) publicado na quinta-feira e que, citando moradores de Sanaa, menciona o uso de bombas de fragmentação em um ataque da coalizão em 6 de outubro.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mencionou na sexta-feira "informações preocupantes" sobre a utilização deste tipo de armamento nas zonas habitadas do Iêmen e advertiu que "poderia ser considerado um crime de guerra".
O general saudita afirmou que o relatório da HRW "não apresenta nenhuma prova" verificável e se refere a um tipo de bomba de fragmentação "que não faz parte dos depósitos" da coalizão.
Ele disse que 90% das operações da coalizão em Sanaa têm como alvos os lançadores de mísseis Scud e contra estes "não é possível usar bombas de fragmentação".
A comunidade internacional está preocupada com o preço pago pelos civis na guerra do Iêmen entre rebeldes xiitas que controlam a capital e boa parte do norte do país e as forças do presidente Abd Rabbo Mansour Hadi, apoiadas pela coalizão árabe.
O conflito provocou quase 6.000 mortes, sendo 2.800 de civis, e uma crise humanitária.
Uma bomba de fragmentação dispersa muitos projéteis explosivos de tamanho pequeno. É uma arma eficaz em uma superfície extensa, mas provoca muitas vítimas fatais e, por isto, uma convenção internacional de 2008 proíbe seu uso.
Arábia Saudita e Iêmen não assinaram o tratado.
Neste domingo, a HRW denunciou os rebeldes xiitas huthis pela detenção arbitrária de dezenas de pessoas em Sanaa.
A ONG documentou os casos de 35 pessoas detidas "de forma abusiva" entre agosto de 2014 e outubro de 2015.
Vinte e sete delas permanecem detidas, em sua maioria membros do partido islamita sunita Al-Islah, adversário dos rebeldes, segundo a HRW.
As detenções provocam um "clima de medo" na capital do Iêmen, disse Joe Stork, vice-diretor da HRW para o Oriente Médio.