Ele morreu numa troca de tiros com os policiais, acrescentou a fonte.
Este homem era suspeito de ter aberto fogo com uma arma semiautomática contra os clientes de um bar em Tel Aviv em 1º de janeiro. Dois israelenses morreram e sete ficaram feridos.
Um motorista de táxi árabe israelense foi encontrado morto pouco depois na periferia de Tel Aviv.
A polícia confirmou que Melhem provavelmente matou o motorista.
Até agora, as autoridades israelenses não tinham se pronunciado sobre as motivações do atacante. Mas, no comunicado publicado nesta sexta-feira, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Pública Gilad Erdan denominaram Melhem de "terrorista".
Netanyahu saudou em um comunicado as forças de segurança que "agiram sem descanso, de forma profissional".
Há uma semana, a polícia e o serviço de segurança interna de Israel (Shin Beth) tinham lançado uma caçada humana em busca do autor do ataque.
Vários familiares de Nashaat Melhem, inclusive seu pai - que condenou publicamente os ataques atribuídos ao filho -, foram detidos.
No campo político, o caso gerou uma polêmica, após declarações do premiê sobre a comunidade árabe israelense. Durante uma visita ao bar atacado no sábado passado, Netanyahu tinha denunciado a existência de zonas de descontrole nas localidades árabes israelenses "onde reina a provocação islamita, a criminalidade e as armas ilegais".
A oposição, principalmente os deputados árabes, condenaram estas declarações, às quais tacharam de "antiárabes".
Os árabes israelenses são descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras durante a criação do Estado de Israel, em 1948. Eles representam a quinta parte da população de Israel, de maioria judia, e dizem ser vítimas de discriminação social e profissional.