O senador por Vermont já anunciou, reiteradas vezes, que não pretende jogar a toalha antes da Convenção Nacional do partido em julho, na Filadélfia. Seus simpatizantes defendem que ele lute até o fim e até mesmo desafie a indicação de Hillary.
"Uma vez que os eleitores de Nova Jersey e da Califórnia tenham tido a oportunidade de manifestar sua preferência, então, talvez estejamos em uma posição, na qual teremos uma ideia muito maior do provável resultado", disse o porta-voz da Presidência, Josh Earnest, em sua entrevista coletiva diária na Casa Branca.
Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual o presidente Obama não falará já na quarta-feira, Earnest desconversou.
"Não sei. Talvez ele vá fazer isso", respondeu, com um sorriso, sem anunciar uma data específica.
"Acho que a campanha de Sanders concordaria em que o presidente trabalhou duro e fez todo o possível para ser justo [em relação a ambos os pré-candidatos]", afirmou Josh Earnest, nesta segunda.
Ele destacou, porém, que "o presidente tem, sim, laços pessoais de longa data com a secretária Hillary, ela foi sua secretária de Estado por mais de quatro anos".
Em Washington, não é segredo que o presidente Obama tem a intenção de apoiar Hillary.
A ex-senador por Nova York espera anunciar sua vitória nas prévias amanhã, após o fechamento das seções de votação de Nova Jersey, na costa leste dos EUA.
Até agora, Sanders acumulou cerca de dez milhões de votos, três milhões a menos do que sua oponente. Há um crescente mal-estar nos círculos democratas. Muitos acreditam em que essa indefinição possa fortalecer e favorecer o virtual candidato republicano, o magnata Donald Trump.