"O povo afegão não aceitará que um processo de paz se estenda sem dar nenhum resultado", declarou o chanceler afegão Salahuddin Rabbani.
Mas nenhum representante dos talibãs estará presente e não se sabe quando estarão dispostos a retomar as negociações interrompidas desde que, no ano passado, foi anunciada a morte do mulá Omar, o fundador do movimento.
Além disso, existe a desconfiança recíproca entre Afeganistão e Paquistão, que pode criar obstáculos para o procsso.
O Paquistão foi um dos três únicos países a reconhecer o regime dos talibãs entre 1996 e 2001, e Cabul acusa seu vizinho de apoiar os insurgentes dando a eles abrigo.
A sucessão de Omar igualmente ocasionou uma luta de poder, na qual, por ora, o mulá Akhtar Mansur parece ter vencido.
Ao mesmo tempo em que são realizados esforços para reativar as negociações, ocorre uma multiplicação dos atentados no Afeganistão e para os observadores essa intensificação dos combates obedece à vontade dos talibãs de ganhar terreno antes das negociações para chegar com uma posição de força.