Um tribunal israelense adiou, nesta terça-feira, uma audiência prevista para analisar o estado de saúde mental de um judeu acusado de ser o principal instigador da morte de um adolescente palestino, queimado vivo em 2014, informou o ministério da Justiça.

A audiência foi adiada para 11 de fevereiro para dar mais tempo aos especialistas para avaliarem a saúde mental de Yosef Haim Ben David, disse à AFP Mohammed Jabara, advogado da família da vítima, Mohamed Abu Jdeir.

Este jovem de 16 anos foi sequestrado em 2 de julho de 2014, em Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade ocupada e anexada por Israel. Yosef Haim Ben David e outros dois jovens judeus, estes então menores de idade, são acusados de ter sequestrado e assassinado o jovem.

Abu Jdeir foi espancado e levado de carro até um bosque próximo a Jerusalém, onde foi molhado com combustível. Ben David ateou fogo no jovem palestino. A autópsia demonstrou que Mohamed Abu Jdeir ainda estava vivo quando foi queimado.

Yosef Haim Ben David, de 31 anos, é considerado o chefe do grupo.

O assassinato contribuiu para a escalada de violência que levou à guerra de Gaza entre julho e agosto de 2014. O fato marcou profundamente a opinião pública palestina.

A acusação pede prisão perpétua para os dois menores. No caso de Yosef Haim Ben David, o tribunal ordenou provas psicológicas.

Ben David havia dito aos investigadores que quis vingar o assassinato de três semanas antes de três adolescentes israelenses sequestrados na Cisjordânia.

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